terça-feira, 30 de novembro de 2010

Histórico da Educação Especial em Otacílio Costa


A Educação Especial em Otacílio Costa vem crescendo a pequenos passos, com estratégias de ação dentro de uma perspectiva inclusiva, promovendo transformações efetivas na área.
Os profissionais envolvidos  estão aprendendo muito com a diversidade, mas sabe-se que  temos um longo caminho para trilhar, ser absorvido e entendido dentro deste contexto. Precisamos de mais abertura de todos para esse tipo de vivência, com ideais inclusivos.
Hoje o município conta com 23 matrículas de crianças e adolescentes inclusos no ensino regular:

v    15 Educandos com Deficiência Intelectual;
v    01 Educando com Baixa Visão;
v    05 Educandos com Deficiência Auditiva;
v    02 Educandos com Deficiência Múltipla.

            Todos os alunos com necessidades especiais possuem segundo professor em turma,  desses profissionais cinco são efetivos na área da educação especial e sempre comprometidos com a inclusão, buscando sempre o melhor caminho para desenvolver o trabalho pedagógico e garantir o processo de ensino e aprendizagem, promovendo a autonomia e o respeito de todos neste processo.
A Secretaria Municipal de Educação tem disponibilizado capacitações dentro de uma perspectiva inclusiva. Os temas trabalhados este ano foram:

v    Inclusão;
v    Deficiência Intelectual;
v    Adaptação Curricular;
v    Segundo Professor;
v    Legislação.

 Os grupos de Estudos também estão acontecendo e contribuindo muito para as ações pedagógicas , trata-se de assuntos propostos pelos grupos de professores no início do ano, ou seja, um planejamento do que se quer trabalhar durante o ano na educação especial, como:

v    TDA/H;
v    Autismo;
v    Oficina Pedagógica;
v    Estudo da Proposta;
v    Encontros com a equipe da APAE;
v    Orientações Pedagógicas.

Falando mais um pouco sobre as estratégias de ação e como acontecem os trabalhos nas escolas, com os educandos com necessidades especiais.

v    Avaliação clínica e profissional;
v    Atuação de equipe multidisciplinar experiente (contamos com a equipe da APAE do município);
v    Médicos da área para diagnosticar deficiência auditiva e visual;
É fundamental que os professores acompanhem e reconheçam o processo desenvolvido por seu aluno, identificando em que ponto ou nível ele se encontra ao elaborar determinado conceito e, a partir destas observações, oferecer ou criar condições para que ele possa agir com êxito, refletir e finalmente criar novas hipóteses. Para que o aluno seja identificado e receba atendimento pedagógico na busca de remoção das barreiras que possam estar interferindo na construção do conhecimento, é imprescindível que haja uma ampla e profunda compreensão de suas potencialidades e dificuldades.
Cada um tem o seu jeito de dar aulas. Quando recebemos um aluno com deficiência, somos estimulados a rever nossa prática e a buscar outras formas de ensinar. A cooperação em sala de aula pode ser um fator importante para a inclusão das pessoas com deficiência, pois permite interação e troca entre os alunos. O desenvolvimento de algumas estratégias pode ser decisivo para criar um ambiente de cooperação em que aqueles alunos que têm mais habilidades possam ajudar aqueles com menos habilidades.


Aprendizagem cooperativa:

Os professores colocam os alunos em grupos de trabalho, juntando alunos com dificuldades em determinada área com alunos mais habilidosos nesse assunto. Na aprendizagem cooperativa, os alunos trabalham juntos para atingir determinados objetivos. A descoberta de interesses mútuos permite a eles explorar assuntos junto com colegas que têm interesses comuns. As estratégias de aprendizagem cooperativa melhoram as atitudes diante das dificuldades de seus colegas com ou sem deficiência e, simultaneamente, eleva a auto-estima de todos.
Oferecer a oportunidade de compreender melhor as pessoas que, por qualquer motivo, são diferentes (maneira de v e s t i r, crenças, língua, deficiências, raça, capacidades). Quando as crianças e adolescentes compreendem que todos são diferentes, deixam de fazer brincadeiras cruéis e podem se tornar amigos.
O apoio entre amigos é uma forma específica de aprendizagem através de colegas, na qual o envolvimento acontece principalmente com assuntos extra-escolares. Por exemplo, um amigo pode ajudar um aluno com deficiência física a se sentar na carteira ou pode acompanhá-lo antes e depois das aulas.
Todas as atividades desenvolvidas na educação especial, tem uma participação efetiva dos profissionais envolvidos, professores coordenadores pedagógicos, gestores e supervisores das escolas, estão sempre dispostos para que este trabalho tenha realmente significado, e os alunos tenham seus direitos respeitados.



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terça-feira, 27 de abril de 2010

EDUCAÇÃO DIFERENTE

1. SEGUNDO PROFESSOR DE TURMA (diretriz da FCEE):

Nas séries iniciais do ensino fundamental o segundo professor, preferencialmente habilitado em educação especial, tem por função co-reger a classe com o professor titular, contribuir, em função de seu conhecimento específico, com a proposição de procedimentos diferenciados para qualificar a pratica pedagógica. Deve, junto com o professor titular, acompanhar o processo de aprendizagem de todos os educandos, não definindo objetivos funcionais para uns e acadêmicos para outros.

Nas séries finais do ensino fundamental o segundo professor de classe terá como função apoiar, em função de seu conhecimento específico, o professor regente no desenvolvimento das atividades pedagógicas.

Os dois professores serão orientados concomitantemente, pelos profissionais do SAEDE e/ou Serviço de Atendimento Especializado - SAESP.

É previsto um segundo professor quando houver em turma, alunos com:

• diagnóstico de deficiência múltipla quando estiver associada a deficiência mental;

• diagnóstico de deficiência mental que apresente dependência em atividades de vida prática;

• diagnóstico de deficiência associado a transtorno psiquiátrico;

• diagnóstico que comprove sérios comprometimentos motores e dependência em atividades de vida prática;

• diagnóstico de transtorno invasivo do desenvolvimento com sintomatologia exacerbada;

• diagnóstico de transtorno de déficit de atenção com hiperatividade/impulsividade com sintomatologia exacerbada.



Obs.: Dependendo do quadro funcional do aluno este será atendido por um professor especialista, acompanhante terapêutico ou técnico da área da saúde.


Atribuições do Segundo professor:

• planejar e executar, em conjunto com o professor titular quando estiver atuando na séries iniciais do ensino fundamental, as atividades pedagógicas;

• propor adequações curriculares nas atividades pedagógicas;

• participar do conselho de classe;

• tomar conhecimento antecipado do planejamento do professor regente, quando o educando estiver matriculado nas séries finais do ensino fundamental.

• participar com o professor titular das orientações (assessorias) prestadas pelo SAEDE e ou SAESP;

• participar de estudos e pesquisas na sua área de atuação mediante projetos previamente aprovados pela SED e FCEE;

• sugerir ajudas técnicas que facilitem o processo de aprendizagem do aluno da educação especial;

• cumprir a carga horária de trabalho na escola, mesmo na eventual ausência do aluno;

• participar de capacitações na área de educação.

Obs.:

• o segundo professor não pode assumir ou ser designado para outra função na escola, que não seja aquela para a qual foi contratado;

• este professor não deve assumir integralmente o(s) aluno(s) da educação especial, sendo a escola responsável por todos, nos diferentes contextos educacionais: recreio dirigido, troca de fraldas, alimentação, uso do banheiro, segurança, etc.


Referências:

Alves, Denise de Oliveira. Sala de recursos Multifuncionais-Espaço para Atendimento Educacional especializado/ elaboração Denise de Oliveira Alves, Marlene de Oliveira Gotti, Claudia Maffini Gribosk, Claudia Pereira Dutra- - Brasília: Ministério da Educação MEC, Secretaria de Educação Especial, 2006.

SANTA CATARINA. Relatório final da pesquisa: Investigação metodológica alternativa na prática pedagógica com crianças que apresentam significativos comprometimentos no processo de aprendizagem. Fundação Catarinense de Educação Especial, São José, dez. 1997.

SANTA CATARINA. Caderno Técnico do Centro Ensino Aprendizagem Fundação Catarinense de Educação Especial, São José, dez. 2002.




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segunda-feira, 1 de março de 2010

EDUCAÇÃO ESPECIAL EM OTACÍLIO COSTA


A inclusão deve ser uma garantia de que todas as pessoas possam ter acesso contínuo ao espaço comum da vida em sociedade, garantindo a igualdade e oportunidades no processo educativo através do acesso dos alunos com necessidades educacionais especiais no ensino regular.

Para que as pessoas com deficiência possam exercer o direito à educação em sua plenitude, é indispensável que a escola do ensino regular se adapte às mais diversas situações e conforme as necessidades dos alunos inseridos em suas salas de aula.

A Secretaria Municipal de Educação de Otacílio Costa sempre esteve comprometida com uma inclusão responsável, procurando a melhor maneira de capacitar os professores da rede municipal. Este compromisso visa proporcionar o desenvolvimento de práticas pedagógicas inclusivas, propondo uma parceria entre os profissionais da educação especial e profissionais do ensino regular.

As escolas da rede municipal têm 29 matrículas de crianças com necessidades especiais, desde a educação infantil até as séries finais do ensino fundamental, hoje, todos esses educandos possuem laudos, possibilitando o planejamento dos professores.

Nos meses de agosto e setembro aconteceram os encontros na APAE, com a equipe técnica e pedagógica, foram momentos de trocas de experiências e aprendizado, onde os profissionais falaram de cada criança, de suas limitações e desenvolvimento, após este espaço também vieram às contribuições da equipe pedagógica que orientou nos planejamentos e confecção de materiais. A equipe da APAE está sempre em contato com as escolas, dando todo o suporte necessário para a inclusão de nossos alunos.

Também contamos com o apoio do APAS, de Lages, que oportunizou uma visita na escola, mostrando todo o trabalho desenvolvido com os deficientes auditivos, inclusive, orientou sobre bibliografias e atividades desenvolvidas.

A professora Eliane Alves que desenvolve um trabalho muito interessante com os deficientes visuais, também contribuiu com a equipe pedagógica da secretaria.

Essas parcerias estão fazendo a diferença.

Durante todo este ano, muitos materiais pedagógicos foram adquiridos pela secretaria da educação, para contribuir ainda mais no trabalho pedagógico em sala de aula.

Em contrapartida conseguiram-se muitos materiais através do MEC e também da Fundação Catarinense de Educação Especial de Santa Catarina – FCEE, que dispões de muitos recursos gratuitamente, desde que os educandos constem no censo escolar como portadores de necessidades especiais.

No mês de outubro, a Secretaria da Educação oportunizou aos professores, uma capacitação, com a professora Giselle Dias, com o tema: “Em Busca da Aliança Perdida”. Foram abordadas as seguintes questões: Inclusão, Dificuldade de Aprendizagem, Adaptação Curricular e 2º Professor.

Esteve neste curso um grupo pequeno de profissionais, mas muito comprometidos com sua ação pedagógica.

A prática inclusiva pretende levar os alunos a “autonomia” e os professores a busca pelo conhecimento e constante aperfeiçoamento.

“Temos o direito de ser iguais quando a diferença nos inferioriza; temos o direito a sermos diferentes, quando a igualdade nos descaracteriza”. (Boaventura de Souza Santos)

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Deficiente...

É aquele que não consegue modificar sua vida,

aceitando as imposições de outras

pessoas ou da sociedade em que vive,
sem ter consciência de que é dono do seu destino.


Louco... É quem não procura ser feliz com o que possui.
Cego... É aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria.
E só tem olhos
para seus míseros problemas e pequenas dores.

Surdo... É aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo,
ou o apelo de um irmão.

Pois está sempre apressado para o trabalho.

Mudo... É aquele que não consegue falar o que sente
e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

Paralítico... É quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
Diabético... É quem não consegue ser doce, sem sofrer por isso...

Anão... É quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser "miserável", pois
“Miseráveis” são todos que não conseguem falar com Deus.

(Autor: Mário Quintana)

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