Histórico da Educação Especial em Otacílio Costa
A Educação Especial em Otacílio Costa vem crescendo a pequenos passos, com estratégias de ação dentro de uma perspectiva inclusiva, promovendo transformações efetivas na área.
Os profissionais envolvidos estão aprendendo muito com a diversidade, mas sabe-se que temos um longo caminho para trilhar, ser absorvido e entendido dentro deste contexto. Precisamos de mais abertura de todos para esse tipo de vivência, com ideais inclusivos.
Hoje o município conta com 23 matrículas de crianças e adolescentes inclusos no ensino regular:
v 15 Educandos com Deficiência Intelectual;
v 01 Educando com Baixa Visão;
v 05 Educandos com Deficiência Auditiva;
v 02 Educandos com Deficiência Múltipla.
Todos os alunos com necessidades especiais possuem segundo professor em turma, desses profissionais cinco são efetivos na área da educação especial e sempre comprometidos com a inclusão, buscando sempre o melhor caminho para desenvolver o trabalho pedagógico e garantir o processo de ensino e aprendizagem, promovendo a autonomia e o respeito de todos neste processo.
A Secretaria Municipal de Educação tem disponibilizado capacitações dentro de uma perspectiva inclusiva. Os temas trabalhados este ano foram:
v Inclusão;
v Deficiência Intelectual;
v Adaptação Curricular;
v Segundo Professor;
v Legislação.
Os grupos de Estudos também estão acontecendo e contribuindo muito para as ações pedagógicas , trata-se de assuntos propostos pelos grupos de professores no início do ano, ou seja, um planejamento do que se quer trabalhar durante o ano na educação especial, como:
v TDA/H;
v Autismo;
v Oficina Pedagógica;
v Estudo da Proposta;
v Encontros com a equipe da APAE;
v Orientações Pedagógicas.
Falando mais um pouco sobre as estratégias de ação e como acontecem os trabalhos nas escolas, com os educandos com necessidades especiais.
v Avaliação clínica e profissional;
v Atuação de equipe multidisciplinar experiente (contamos com a equipe da APAE do município);
v Médicos da área para diagnosticar deficiência auditiva e visual;
É fundamental que os professores acompanhem e reconheçam o processo desenvolvido por seu aluno, identificando em que ponto ou nível ele se encontra ao elaborar determinado conceito e, a partir destas observações, oferecer ou criar condições para que ele possa agir com êxito, refletir e finalmente criar novas hipóteses. Para que o aluno seja identificado e receba atendimento pedagógico na busca de remoção das barreiras que possam estar interferindo na construção do conhecimento, é imprescindível que haja uma ampla e profunda compreensão de suas potencialidades e dificuldades.
Cada um tem o seu jeito de dar aulas. Quando recebemos um aluno com deficiência, somos estimulados a rever nossa prática e a buscar outras formas de ensinar. A cooperação em sala de aula pode ser um fator importante para a inclusão das pessoas com deficiência, pois permite interação e troca entre os alunos. O desenvolvimento de algumas estratégias pode ser decisivo para criar um ambiente de cooperação em que aqueles alunos que têm mais habilidades possam ajudar aqueles com menos habilidades.
Aprendizagem cooperativa:
Os professores colocam os alunos em grupos de trabalho, juntando alunos com dificuldades em determinada área com alunos mais habilidosos nesse assunto. Na aprendizagem cooperativa, os alunos trabalham juntos para atingir determinados objetivos. A descoberta de interesses mútuos permite a eles explorar assuntos junto com colegas que têm interesses comuns. As estratégias de aprendizagem cooperativa melhoram as atitudes diante das dificuldades de seus colegas com ou sem deficiência e, simultaneamente, eleva a auto-estima de todos.
Oferecer a oportunidade de compreender melhor as pessoas que, por qualquer motivo, são diferentes (maneira de v e s t i r, crenças, língua, deficiências, raça, capacidades). Quando as crianças e adolescentes compreendem que todos são diferentes, deixam de fazer brincadeiras cruéis e podem se tornar amigos.
O apoio entre amigos é uma forma específica de aprendizagem através de colegas, na qual o envolvimento acontece principalmente com assuntos extra-escolares. Por exemplo, um amigo pode ajudar um aluno com deficiência física a se sentar na carteira ou pode acompanhá-lo antes e depois das aulas.
Todas as atividades desenvolvidas na educação especial, tem uma participação efetiva dos profissionais envolvidos, professores coordenadores pedagógicos, gestores e supervisores das escolas, estão sempre dispostos para que este trabalho tenha realmente significado, e os alunos tenham seus direitos respeitados.

